A avaliação como diálogo: uma transformação evidenciada pela pandemia

19/01/22

Em uma metodologia pedagógica alinhada com os tempos atuais, o processo de avaliação adquire toda uma nova roupagem. Considerar a nota ou as devolutivas a testes como um fim em si mesmo negligencia o desenvolvimento integral do estudante.

 

Muitas vezes, o momento da avaliação é percebido pelo aluno e pela aluna como uma sentença que os coloca num "beco sem saída". Uma nota baixa, se não pôde ser evitada em função do desempenho ao longo do período, deve ser combatida com atividades extras. E nisso se perde uma oportunidade de aprendizagem.

 

No entanto, desmistificar essa imagem para o aprendiz é um desafio imenso, uma vez que nem sempre ele consegue perceber os motivos pelos quais está aprendendo algo, tampouco por que deve ser avaliado. É aí que entra a atitude do professor e da professora.

 

O poder do pensamento crítico

 

Aprimorar a metodologia da avaliação em sala de aula vai ao encontro das diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que prevê o desenvolvimento do pensamento científico, crítico e criativo. 

 

Para que o aprendiz se forme plenamente como indivíduo e cidadão, é necessário que construa a capacidade de identificar seus próprios pontos fortes e fracos. O professor deve auxiliá-lo nesse processo e, através de soluções inovadoras, possibilitar que supere obstáculos na escola e na vida.

 

Assim, é preciso estimular que o processo avaliativo seja visto como uma ferramenta de confirmação ou correção de itinerário, e não como um momento de tensão, no qual o professor detém o poder sobre o futuro do aluno, que pouco ou nada pode fazer a respeito.

 

O objetivo da avaliação contínua é desenvolver no aprendiz a habilidade de avaliar a si e aos outros, uma vez que ele compreenda que é uma parte ativa desse processo.

 

A avaliação em tempos de pandemia

 

Contemplada no sorteio "Transforme a Educação e Concorra a Prêmios", a professora Andréa Clara Freire Batista considera que “a pandemia transformou a educação com mudanças repentinas e urgentes.” O papel do professor diante de um cenário totalmente atípico foi mudando rapidamente e, junto com ele, o papel da avaliação.

 

“Ser professor é aprender para orientar e estimular os estudantes, respeitando suas individualidades. No entanto, a mudança no trabalho docente e no papel do professor como peça fundamental no processo de aprendizagem exigiu uma nova postura e a adoção de novas metodologias e práticas docentes”, diz Andréa. 

 

Para isso, é importante que o professor compreenda para que serve a avaliação, de maneira a apresentar para os aprendizes uma visão mais holística deste movimento, e não tão definitiva quanto parece ser.

 

Ao fazer o curso Avaliação: para que e como avaliar, na plataforma do Escolas Conectadas, a professora Andréa se viu diante da necessidade de mudança. “O curso esclareceu pontos negativos que eram utilizados e ofereceu o aprendizado de novos conhecimentos que aprimoraram a prática pedagógica”, relata.

 

A avaliação não vem apenas no final

 

De acordo com as diretrizes da BNCC, a avaliação precisa ser um processo contínuo, que considera o caminho já trilhado pelo aprendiz e ultrapassa os limites da sala de aula — seja ela presencial, seja remota. O maior desafio do professor é o de não esmorecer diante da complexidade que uma avaliação bem feita e proveitosa pode apresentar.

 

Nesse sentido, cercar-se de subsídios é fundamental. O curso Avaliação: para que e como avaliar é um recurso poderoso para adensar esse processo. Depois de realizar o curso, a professora Andréa afirma que “o processo avaliativo passou a ser contínuo e formativo, através das diferentes abordagens, destacando 'para que’ e ‘como’ avaliar no período mais atípico”.

 

Totalmente gratuito, o curso é um dos muitos disponíveis na plataforma Escolas Conectadas. Para Andréa, “encontrar cursos de formação continuada à distância foi e é uma oportunidade maravilhosa para aprimorar os conhecimentos. A plataforma Escolas Conectadas, através dos cursos on-line, auxiliou nos desafios a serem encarados, adaptando os conteúdos e a inclusão dos professores na cultura digital”.

 

Uma nova era para o ensino se desenha desde o início da pandemia. De uma certa maneira, a distância física provocou uma aproximação emocional maior entre professores e aprendizes. Mesmo antes da necessidade do ensino à distância, avaliar um desempenho já havia deixado de ser um fim em si mesmo para ser um ponto de diálogo entre as partes do processo de aprendizagem. 

 

Cabe ao professor dominar as melhores estratégias para que esse diálogo se transforme numa potente ferramenta de crescimento.

 

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